Statuto modello e ispirazioni dal Progetto ecovilla de Tiba

Cooperazione e collaborazione per la creazione di un villaggio ecologico, per la frutticultura e l' auto-sostenibilità a 360°
Villaggi naturali fre energy alimentazione frutto vegetale autoprodotta, soluzioni per l'ambiente, progetti di ritorno alla vita naturale, permacultura, preservazione di frutti antichi, idee, soluzioni, proposte per un mondo migliore.
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Luca
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Organização e liderança

Messaggio da Luca » 27/05/2013, 12:58

http://www.ecovilatiba.org.br/site/index.php

A liderança no Tibá deve sempre atuar como um facilitador, como uma pessoa que ajudar o grupo a encontrar seus caminhos da melhor maneira possível, na forma de uma liderança em círculo. Deve-se observar que o poder não é detido por uma pessoa, mas que este acontece através desta pessoa, com as outras pessoas envolvidas. É a diferença entre o "poder com" e o "poder sobre".
Para tanto, o líder deve ajudar a levantar as informações necessárias e procurar dar às reuniões de trabalhos uma dinâmica que propicie a comunicação colaborativa, a auto-observação, a reflexão, a paciência e a audição sem julgamentos. Nos trabalhos devem ser respeitadas a pontualidade, a confidencialidade e a sabedoria na partilha do tempo.
Cabe também ao líder buscar o equilíbrio entre a tarefa ou objetivo a ser cumprido, o processo para cumprí-lo e as pessoas (relacionamentos) que participam. Se muita atenção for dada à tarefa, o objetivo pode ser alcançado, porém sem que os envolvidos sejam devidamente ouvidos ou causando desconforto entre os participantes. Se muita atenção for dada ao processo, ou à relação entre as pessoas, então o objetivo final pode ser prejudicado. Uma forma de buscar este tipo de equilíbrio é contar com a participação de voluntários do grupo que se encarregam de observar o desdobramento da reunião e intervir sempre que for necessário.
Outras ferramentas existem para facilitar este tipo de trabalho em grupo. Uma reunião pode ter um exercício de harmonização no seu começo, para promover empatia. Danças ou jogos podem ser intercalados quando os trabalhos se estenderem, permitindo dissipar eventuais tensões e mesmo vivenciar situações ilustrativas da discussão em curso. Círculos de silêncio podem ser instalados para que cada um possa refletir em profundidade sobre o assunto e sobre os fatores pessoais que influenciam em sua decisão, ajudando a resolver impasses.
Os processos de decisão deverão sempre ter como guia os valores ou missão do Tibá, preferindo as decisões que levem a sua prática.
Categorias de tomada de decisão:
Embora deva-se sempre preferir que as decisões envolvam todas as pessoas aptas do Tibá, o envolvimento de muitas pessoas para decisões corriqueiras levará a um possível desgaste pelo longo tempo de tomada de decisão. Assim, deve-se restringir a exigência do envolvimento de todos às decisões que envolvem os valores do Tibá, o seu planejamento, escolha e avaliação de grupos de trabalho e outros (especialmente quando não forem reversíveis). As outras decisões devernao ser prioritariamente tomadas por outros métodos:
- Poder delegado: decisões quotidianas, executivas, referentes a um grupo de trabalho poderão ser tomadas por seu líder de forma autônoma. Sua decisão poderá ser explicada posteriormente ao grupo de trabalho, cuja opinião crítica contribuirá para o aprendizado do grupo. Esta forma é menos democrática, porém é mais ágil.
- Decisão pelo grupo de trabalho: as questões referentes ao planejamento do grupo de trabalho, seu funcionamento, prestação de contas, entre outras, poderão ser tomadas pelo próprio grupo de trabalho. Quando a decisão envolver mais de um grupo de trabalho, os envolvidos deverão ser convidados.
As decisões de grupos de trabalho e de Assembléias deverão ser tomadas segundo a democracia profunda: o grupo deve sempre que possível buscar um consenso, uma decisão com que todos apoiem, mesmo que alguns não concordem. A minoria da eleição, quando houver, deve sempre procurar argumentar seu ponto de vista, procurando uma nova proposta. Se ainda não se chegar em um consenso, então esta minoria é convidada a ser uma "minoria leal", isto é, convidada a acatar e apoiar a decisão da maioria, mesmo que não vote a favor. Caso a minoria não se sinta capaz de compor uma "minoria leal", então um grupo menor composto de pessoas "a favor" e "contra" deve se formar para elaborar uma nova proposta "meio termo" que buscará novamente o consenso. Uma outra forma é dar um prazo para esta minoria para angariar apoio à sua proposta, fora da reunião do grupo. Caso não consiga angariar este apoio, se torna automaticamente uma minoria leal.
Os trabalhos em grupo poderão contar com reuniões e com material preparatório, que deverão ser explorados pelos participantes. Um participante não deverá obrigar o grupo a voltar a assuntos já discutidos previamente devido à sua ausência nas reuniões preparatórias ou estudo preliminar.
Todos os grupos do Tibá deverão buscar meios para que todos os interessados desenvolvam sua capacidade de liderança e se aperfeiçoem, de forma a sempre ter líderes disponíveis. Podem ser realizadas oficinas entre os líderes (em exercício ou não) para trocar experiência e aprender uns com os outros. Quando faltar competência internas, deverão se buscar fontes de aprendizado externas para suprí-las.
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Missão e Visão

Messaggio da Luca » 27/05/2013, 12:59

Missão (Tibá em uma frase)

Procurar uma forma de vida que permita o máximo de aprendizado (diversidade, por convívio humano, entidades, livros, consigo mesmo), sem destruir o ambiente. Dividir este conhecimento com as outras pessoas.

Visão

Amigos e família morando próximos uns dos outros, mas ainda com individualidade, dividindo áreas comuns que propiciem o convívio, o trabalho e redução do custo de vida, com baixo impacto ambiental. Manter sempre relações normais de convívio e econômicas com pessoas que morem fora deste condomínio.

Algumas linhas soltas...

Propiciar o convívio: o motivo principal de Viver é o crescimento espiritual (aprender e construir). E creio também que este se dá através da nossas relações com outras pessoas e entidades. Essas relações podem ser diretas (face à face) ou indiretas (livros, música, cinema, teatro...). Procurar ter um tipo de viver que maximize a diversidade, as relações ricas, com pessoas interessantes e com convívio intenso, com tempo.

O bom convívio é feito metade de tolerância e metade de respeito.

Simplicidade voluntária. Como já falava Cézanne (creio) "Simples é o Contrário de Fácil". Procuro o Simples: usar o necessário, nem mais, nem menos. Não prentendo ter uma vida de privações, mas ter uma vida simples. O grandes prazeres da vida, para mim, são simples. Um pé de
mangericão fresco, por exemplo. Cheiro de pão assando. Boa música. Boa prosa. Outro "grande lider espiritual" neste sentido é o grande Balú, o urso de Mogli, o Menino Lobo, que cantava:
"Eu uso o necessário/ somente o necessário/ o extraordinário é demais / Necessário, somente o necessário/ por isso é que esta vida eu vivo em paz..."

Permanência: buscar uma forma de vida sustentável ambientalmente e economicamente. Ser poeta no sentido grego: aquele que usa bem o ambiente onde vive.

Reduzir custos através da melhor utilização de recursos pela comunidade.

Não se contentar com pouco. Sempre tentar conseguir fazer o melhor possível.
Valorização da diversidade, pois nela se encontra uma enorme fonte de aprendizado. Respeitar sempre o equilíbrio de cada um. Cada um terá tempos, necessidades, anseios diferentes (embora dentro dos valores gerais).

Comunicação: o convívio e a diversidade só trarão benefício se houver comunicação franca, amorosa e rica entre os integrantes.

Apoio mútuo: no trabalho, na amizade e econômico (através de regras previamente estabelecidas).

Exercer a visão crítica do mundo: nos hábitos pessoais, no consumo, na educação, na alimentação, etc.
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Solução de conflitos

Messaggio da Luca » 27/05/2013, 13:00

Todos os Tibaporas (participantes do Tibá) assumem o compromisso de buscar a solução dos eventuais conflitos, no lugar de ignorá-los, pois a acumulação de conflitos pode causar a longo prazo um mal estar severo. Esta busca passa pelo auto-conhecimento, pela comunicação, pelo respeito e pela tolerância.
Os conflitos entre pessoas devem buscar soluções entre estas pessoas. Caso o impasse persista, estar pessoas poderão buscar um amigo em comum que sirva de mediador e conselheiro. Dentro do possível, este mediador deve ser ouvido e acatado. Caso o impasse persista, um grupo pode ser reunido para buscar a solução da questão.
Quando o conflito se der com um usuário de um equipamento ou serviço do Tibá, a solução deve ser buscada com o grupo de trabalho responsável pelo serviço ou equipamento. Em última instância a questão pode ser levada ao "grande conselho".
Toda indisposição de um Tibapora com o Tibá deve ser trazida para o "grande conselho" para que a indisposição não persista.
Em todo processo de solução de conflitos deve-se buscar a empatia, a comunicação ativa e a elaboração de propostas.
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Historia e manutençao da terra

Messaggio da Luca » 27/05/2013, 13:03

Temos muito o que dividir do processo que passamos até chegar onde estamos. Vários amigos estiveram conosco em nossas diversas fases. A vida foi se encarregando de mostrar seus e os nossos caminhos, e hoje estamos com 8 famílias participando ativamente.

Na ata da Fundação (2006) temos registrados 22 sócios fundadores. Hoje, temos 15 na associação e mais 7 amigos e, acho que posso dizer, mais 7 torcedores pelo projeto. ;-)

Apesar da associação ser individual, o número de cotas é por família. No nosso caso atual, temos 8 sócios titulares e 7 sócios moradores. Pensamos que 20 famílias (uma média de 4 membros por família), é um número que podemos lidar uns com os outros, daí o limite de 20 cotas. A situação ícone é a assembléia. Imaginamos que com 40 à 50 pessoas (afinal, os filhos também poderão participar) poderemos dar voz a todas e então conseguir continuar a perseguir o concenso ao invés do voto.

Quando compramos a terra, havia somente uma casa habitável que é ondemos moramos atualmente. Reformamos uma outra casa geminada, que foi moradia dos caseiros até alguns meses atrás. Junto da casa que moramos, tem praticamente uma outra casa que chamamos de "pousadinha". É nela que fazemos nossas reuniões e usamos de hospedagem.

Nenhum dos sócios atuais vive da terra (daí os 15 Km da cidade). Para muitos, morar na ecovila é um projeto de longo prazo. Atualmente, temos 5 famílias, incluindo a minha, desenvolvendo o projeto de suas casas. Queremos desenvolver projetos com baixo impacto ambiental e que aproveitem os recursos naturais (vento, sol, chuva, etc.), além de buscar baixar o custo em material (devido ao volume) e mão de obra (escolhendo técnicas similares).

Sobre a aquisição do terreno, ele nos custou, mais ou menos, R$ 36.000,00 por cota, quando tínhamos 11 cotas. Na ocasião, Deus nos mandou um benfeitor anônimo que nos emprestou o dinheiro que precisávamos para completar o que já tínhamos para comprar o terreno, possibilitando a vários cotistas parcelar sua cota.

Por isso, hoje temos o "Título Patrimonial" cujo valor é referente ao valor que ficou para cada cota na compra da terra. Infelizmente, não sei lhe dizer bem quanto é o valor hoje. Atualmente, para manutenção da terra, pagamos cada cota R$ 150,00 reais.

Com o passar do tempo e principalmente depois de desenvolvermos o projeto de ocupação da terra, identificamos que na verdade um terreno de 400 mt2 seria suficiente para todos. Os que queriam terrenos maiores era porque queriam um certo isolamento de som, o que pode-se conseguir com a alocação da casa mais distante das outras, entre outros recursos. ;-)

Agora, nada impede que um sócio queira ter uma área privativa (terreno) maior. A única diferença é que ele terá uma área maior para cuidar.

Na verdade, como a terra toda e a casa construída é de posse da associação (o sócio na verdade tem a posse de títulos), o tamanho do terreno acaba não influenciando muito, afinal, toda a parte física é de todos os sócios, o que muda são as regras de uso. Você poderá ver mais sobre isso no Regimento Interno e no Estatuto.
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